As eleições que vão definir os rumos do mundo em 2013


José Antonio Lima, CartaCapital

“Após um ano em que três dos cinco membros do Conselho de Segurança das Nações Unidas (França, China e Rússia) trocaram seus chefes de governo e os Estados Unidos reelegeram Barack Obama, o mundo terá em 2013 novas eleições que podem provocar mudanças na política e na economia internacionais.

A América do Sul e o Oriente Médio são as regiões que concentram mais eleições decisivas. Neste ano, Chile, Equador e Paraguai vão às urnas escolher novos presidentes. Desses pleitos, o mais importante é o do Paraguai, atualmente suspenso do Mercosul por conta do golpe aplicado contra Fernando Lugo em junho passado. Caso as eleições sejam limpas, o país deve voltar ao bloco.

No Oriente Médio, a situação é mais tensa. Em 2013, Israel deve manter o radical Benjamin Netanyahu como premier, mas o Irã escolherá um novo presidente. Além dos dois inimigos, vão às urnas países afetados pela chamada “Primavera Árabe”. O Egito elege um novo Parlamento e a Tunísia parte para eleições gerais após um período de transição. Dois países afetados pelo conflito na Síria também terão eleições: a Jordânia, que recebeu mais de 200 mil refugiados, escolhe um novo Parlamento, assim como o Líbano, onde a política é, em grande medida, definida pela relação com o governo sírio.

A eleição mais importante do ano deve ocorrer na Alemanha. A chanceler Angela Merkel é a favorita para continuar no posto, mas deve precisar reorganizar a coalizão governista. Isso pode afetar a forma como a maior economia europeia lida com a crise econômica no continente, um problema cujas repercussões irradiam por todo o mundo.

Confira abaixo as dez principais eleições de 2013:

1) Alemanha – Eleições parlamentares

Angela Merkel durante discurso em 31 de dezembro.
Nas mãos dela estão as principais decisões que
afetam os rumos da Europa.
Foto: John Macdougall / AFP

Em setembro, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, tentará conseguir seu terceiro mandato à frente da maior economia da Europa. A boa situação do país em meio à crise no continente torna seu partido, o conservador União Democrática Cristã, o favorito. A também conservadora União Social Cristã deve ser uma parceira importante na coalizão, mas os liberais do Partido Livre Democrático devem ficar sem representação parlamentar. Sem maioria, Merkel deverá ser obrigada a fazer uma aliança com o Partido Verde ou com o partido social-democrata A Esquerda, principal força da centro-esquerda. Se isso ocorrer, há uma grande chance de as políticas alemãs para combater a crise sofrerem modificações, arrastando com elas toda a Europa.”
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