EUA bloqueiam ação do Conselho da ONU sobre confronto em Gaza


Coluna de fumaça é vista após ataque
aéreo israelense contra a Faixa de Gaza
Correio do Brasil / Reuters

“Os Estados Unidos bloquearam uma declaração do Conselho de Segurança da ONU condenando o conflito entre Israel e os palestinos na Faixa de Gaza, preparando o terreno para um possível atrito entre os governos norte-americano e russo sobre a questão.

Os EUA opuseram-se à declaração que deveria ser aprovada por consenso– porque “falhava em abordar a origem”, os ataques com mísseis do Hamas, da escalada de violência no combate entre Israel e militantes do Hamas em Gaza, afirmou a porta-voz da missão diplomática norte-americana na ONU, Erin Pelton.

Israel afirmou que foram estes ataques com foguetes do Hamas que provocaram sua maior ofensiva contra os militantes em Gaza, nesta quarta-feira. “Nós deixamos claro que iríamos medir qualquer ação do Conselho de Segurança baseados em se apoiaria uma diplomacia continuada em direção à redução da violência e a um resultado duradouro que encerre os ataques de foguetes em cidades israelenses”, afirmou Pelton.

- Ao falhar em pedir pela interrupção imediata e permanente do lançamento de foguetes de Gaza a Israel, a declaração à imprensa falhou em contribuir construtivamente para esses objetivos – disse a representante. “Portanto, nós não pudemos concordar com esta declaração”.

A Rússia disse na segunda-feira que, se os 15 membros do Conselho de Segurança não concordassem com uma declaração, iria proporia uma resolução uma posição mais forte do Conselho do que uma declaração para pedir o fim da violência e demonstrar apoio aos esforços regionais e internacionais para mediar um acordo de paz.

O embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin, disse, no entanto, na terça que a decisão de apresentar uma resolução havia sido postergada em meio às negociações de trégua entre Israel e militantes do Hamas. Porém, se o acordo não for alcançado ele ainda poderia colocá-la em votação.

O Conselho de Segurança geralmente enfrenta impasses no conflito israelo-palestino, que diplomatas dizem que se deve à determinação dos EUA em proteger o aliado Israel.”
Via Google Plus

About Antonio Ferreira Nogueira Jr.

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Revista- WMB

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1 Comentários:

Roberto Copeti disse...

O que diz a ONU:
Os territórios ocupados por Israel são áreas que foram capturadas por Israel à Jordânia e à Síria durante a Guerra dos Seis Dias. Incluem: Territórios palestinos: Cisjordânia e Jerusalém Oriental - Território sírio: Colinas de Golã - Território libanês: Fazendas de Shebaa
A Península do Sinai esteve entre os territórios ocupados até 198, quando foi devolvida ao Egito, em cumprimento ao Tratado de paz israelo-egípcio de 1979.
Também a Faixa de Gaza foi ocupada pelo Egito e, em 1967, por Israel, tendo sido desocupada pelos israelenses, em 2005 - embora desde então permaneça bloqueada por Israel, tanto por mar como por terra e ar.
Em 2005, como parte do seu plano de retirada unilateral, Israel removeu todas as colônias judias existentes na Faixa de Gaza e quatro das estabelecidas na Cisjordânia. Todavia o governo israelense ainda controla o espaço aéreo e marítimo da Faixa de Gaza, além de regulamentar as viagens e o comércio do território palestino com o resto do mundo.
A Faixa de Gaza, densamente povoada, está sob controle do Hamas, partido majoritário no Conselho Legislativo da Palestina, cujo braço armado executou, desde os anos 1990, vários ataques contra alvos civis e militares israelenses.
Em 2008, três anos após a retirada dos colonos judeus de Gaza, Israel executou a Operação Chumbo Fundido, o mais devastador ataque militar ao território palestino. Israel incorporou Golã e Jerusalém Oriental ao seu território, ali aplicando suas leis.
As Colinas de Golã foram anexadas por Israel através da Lei das Colinas de Golã, em 1981.

O ATO FOI CONDENADO pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, através da sua Resolução 497.
Em 2008, a ONU aprovou por 161 a 1 uma moção de apoio à resolução 497 do Conselho de Segurança.

E a Cisjordânia tem permanecido sob ocupação militar embora seja considerada pela comunidade internacional como parte do futuro Estado palestino. Sua população é constituída principalmente por árabes palestinos, incluindo os residentes históricos da região e os refugiados da Guerra árabe-israelense de 1948. Desde a ocupação em 1967 até 1993, os palestinos da Cisjordânia estiveram sob a administração militar israelense.
Desde que foram assinadas as cartas de reconhecimento entre Israel e a Organização para a Libertação da Palestina, a maioria da população palestina e suas cidades estão sob a dministração da Autoridade Palestina e sob controle militar israelense.
Em diversas ocasiões, porém, Israel instaurou unilateralmente a plena administração militar.
Após a Segunda Intifada, o governo israelense iniciou a construção do chamado "Muro da Cisjordânia" que - segundo o relatório da organização de direitos humanos israelense B'Tselem - avança ilegalmente sobre o território da Cisjordânia.
As negociações relativas aos territórios ocupados baseia-se na Resolução 242 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, segundo a qual Israel DEVE RETIRAR-SE dessas áreas em troca da normalização das relações com países árabes, um princípio conhecido como Terra por paz.