O mundo se esqueceu da Palestina?


Retrato dos túneis sob a fronteira com o Egito, utilizadas por moradores da Faixa de Gaza
A questão da criação de um Estado palestino parece apagada da agenda da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU)


Pierre Klochendler, de IPS/Envolverde / Revista Fórum 

A questão da criação de um Estado palestino parece apagada da agenda da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), ao contrário de 2011, bem como de outros fóruns internacionais. Parados diante do plenário lotado da 67ª Assembleia Geral há 15 dias, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, deve ter se sentido muito sozinho sabendo que seria o único a defender a solução de um Estado independente para seu povo, ao lado do de Israel.

Pela enésima vez, Abbas descreveu como a política de Israel, de construção de assentamentos ilegais nos territórios palestinos que ocupa, faz com que, ano após ano, seja mais difícil, impossível, concretizar a solução de dois Estados. Seu discurso foi, em essência, semelhante ao que fez exatamente há um ano nesse mesmo lugar, salvo que desta vez só apostava em conseguir o status de Estado observador não membro, e não a integração plena às Nações Unidas.

Então, a tentativa de Abbas de ser reconhecido como Estado pleno foi arquivada. Estados Unidos e seus aliados ocidentais pressionaram o Conselho de Segurança e a Assembleia Geral da ONU para que não fossem além de um voto simplesmente simbólico. Depois, por instâncias de Washington, as potências do Conselho argumentaram que deveria ser dada nova oportunidade às iniciativas consensuadas com Israel, não de forma unilateral.

O prêmio de consolação para a ANP foi conseguir fazer parte da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como membro pleno. Este ano, só o que Abbas conseguiu foram as clássicas expressões de reconhecimento e de aprovação que gera a questão palestina em todos os fóruns globais.

A Assembleia Geral foi o primeiro e principal fórum a apoiar a solução de dois Estados para o conflito palestino-israelense. Em novembro de 1947, aprovou o Plano de Participação da Palestina e a criação de um Estado árabe no Mandato Britânico da Palestina. Mas, desde aquela histórica votação, os Estados-membros fizeram apenas promessas insípidas e expressaram seu compromisso com um Estado palestino.”
Foto Eva Bartlett/IPS
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