Argentina denuncia manobras militares britânicas nas Malvinas

O ministro da Defesa da Argentina, Arturo Puricelli, denunciou nesta segunda-feira (8) na 10ª Conferência de Ministros da Defesa da América as manobras militares com mísseis que o Reino Unido deve realizar nas Ilhas Malvinas de hoje até o dia 19.


Vermelho / Opera Mundi 

Puricelli se referiu à disputa de seu país com o Reino Unido ao fazer referência ao futuro do sistema interamericano, um dos temas centrais da reunião, durante seu discurso no primeiro dia da cúpula, enviado pela delegação argentina à imprensa, que não tem acesso às discussões.

O ministro informou a seus colegas que "neste exato instante" no "território da nossa América, usurpado ilegitimamente pelo Reino Unido, estão sendo iniciados exercícios militares que preveem a utilização de mísseis, o fechamento do espaço marítimo, não só argentino, mas americano".

O funcionário lamentou que isso aconteça "quando a totalidade dos países presentes" à conferência "decidiu continuar fomentando a confiança e a segurança como forma de contribuir à salvaguarda da paz", através da apresentação de "relatórios sobre despesa militar e de segurança".

Na última sexta-feira (5), a Argentina repudiou "categoricamente" os novos exercícios militares anunciados pelas forças militares britânicas e apresentou um protesto formal perante a Embaixada do Reino Unido em Buenos Aires.

No domingo (7), o Reino Unido disse que essas manobras são "exercícios anuais rotineiros".
Puricelli questionou: "Qual é a razão da militarização do Atlântico Sul por parte do Reino Unido? Esta conferência pode abstrair essas circunstâncias?". Além disso, se queixou que "de forma não consultada e unilateral, o Reino Unido aumentou as atividades de prospecção de petróleo e, em caso de serem bem-sucedidas, (anunciou) sua decisão de avançar na exploração desses recursos".

A cúpula foi inaugurada nesta segunda-feira (8) pelo ministro uruguaio de Defesa, Eleuterio Fernández Huidobro, e tem como eixos temáticos os desastres naturais, as missões de paz e a segurança hemisférica, além da vigência do sistema interamericano.”
Via Google Plus

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1 Comentários:

Anônimo disse...

As Malvinas nunca foram da Argentina, da ultima vez que reivindicaram as Malvinas, milhares de militares argentinos morreram, e nenhum avião britânico foi abatido. Acho melhor os ermanos ficarem na manha...