O filme sobre Maomé e a sociedade digital em xeque

A Google e outras empresas na internet têm feito uso da retórica da liberdade de expressão na internet, mas o episódio do malfadado filme mostrou a complexidade da questão do livre fluxo de informações no mundo digital


Carlos Castilho, Observatório da Imprensa / Revista Fórum

O episódio do filme sobre o profeta Maomé que desatou uma onda de protestos no mundo árabe mostrou a intensidade latente de ressentimentos culturais, mas também a gravidade de uma questão tecnológica que pode afetar o planeta inteiro.

A empresa Google, controladora do site YouTube onde foi postado um trailer do polêmico filme, decidiu banir a sua exibição em vários países árabes para evitar o agravamento dos protestos.

A preocupação com a violência é mais do que justificável e compreensível, mas o fato de uma empresa com sede nos Estados Unidos ter o poder de decidir o que outros países podem ou não ter acesso é da maior relevância para todos nós.

A tão decantada autonomia e independência da internet ficou seriamente abalada, e num momento em que a rede mundial de computadores passa a influenciar a vida de cada vez mais pessoas, empresas e governos. Todo o arcabouço da nova sociedade digital foi colocado em questão.”
Artigo Completo, ::AQUI::
Via Google Plus

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