Chile aprova reforma tributária para financiar projeto educacional de Piñera

Estudantes chilenos protestam em favor de uma educação pública durante manifestação em Santiago


A líder estudantil chilena Camila Vallejo criticou a medida, afirmando que a crise educacional não será solucionada

Opera Mundi

Após quatro meses de negociações e divergências que geraram problemas internos tanto na bancada governista quanto na Concertação (principal coligação opositora, de centro-esquerda), foi aprovado na Câmara dos Deputados chilena, nesta terça-feira (04/09), a reforma tributária que permite ao presidente Sebastián Piñera transformar em decreto o projeto de reforma educacional anunciado em abril pelo ministro da Educação, Harald Beyer.

Embora a reforma tributária careça de aprovação também no Senado, que deverá ser ratificada nesta quarta-feira (5/9), o Executivo chileno considera o panorama muito mais difícil diante dos deputados, entre os quais o governismo não possui a maioria que mantém entre os senadores.

Além disso, as mudanças realizadas no projeto original visavam atrair os votos da oposição em ambas as instâncias, sobretudo a diminuição da alíquota de impostos às pessoas físicas, medida que gerou ainda mais controvérsia com o movimento estudantil, mas que foi celebrada pela Concertação.

Com a aprovação encaminhada, o governo estima que os ajustes no projeto original, realizados durante os quatro meses de negociação, aumentaram em US$ 500 mil a perspectiva de aumento da arrecadação. Segundo o ministro da Fazenda, Felipe Larraín, os cofres públicos deverão receber em 2013 aproximadamente US$ 1,2 milhão (R$ 2,4 bilhões) a mais do que recebem hoje, e o valor adicional seria destinado totalmente para a reforma educacional.”
Foto: EFE
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