Cerco policial e prisões no aniversário de Ocupa Wall Street



Wall Street foi colocada sob sítio, em um dia de ações de protesto, desobediência civil, baile e música para celebrar o aniversário de um ano de nascimento do movimento Ocupa Wall Street. Na verdade, quem ocupou toda a periferia de Wall Street foi a polícia, para impedir que os manifestantes “ocupassem” essa famosa rua, símbolo do mundo financeiro. Ao final do dia já havia cerca de 180 prisões, muitas delas realizadas de maneira arbitrária. O artigo é de David Brooks, do La Jornada.

David Brooks, La Jornada / Carta Capital

Wall Street foi colocada sob sítio, segunda-feira (17), em um dia de ações de protesto, desobediência civil, baile e música para celebrar o aniversário de um ano de nascimento do movimento Ocupa Wall Street. Na verdade, quem ocupou toda a periferia de Wall Street foi a polícia, para impedir que os manifestantes “ocupassem” essa famosa rua, símbolo do mundo financeiro deste país. Assim como ocorreu há um ano, mesmo antes de iniciar suas ações, às sete horas da manhã, o movimento Ocupa já havia conseguido seu objetivo graças à polícia e às autoridades: Wall Street ficou ocupada.

Durante toda a manhã, contingentes organizados em torno dos grandes temas do movimento – dívida, meio ambiente, educação e saúde -, formados por todo tipo de integrantes (Ocupa Fé – de religiosos -, veteranos de guerra pela paz, sindicalistas e trabalhadores, estudantes, entre outros) realizaram o que chamaram de “redemoinhos” ao redor do perímetro de segurança com a Bolsa de Valores no centro, avançando de maneira simultânea desde diversos pontos, a passo veloz, para se encontrarem no centro (e mostrar simbolicamente as inter-relações entre temas e setores), o que provocou certo alarme entre milhares de policiais.

Alguns deles estavam liderados por bandas de percussão e metal, outros por títeres e bandeiras de todo tipo, mas, como se tratava de um aniversário, também havia balões, faixas com mensagens de felicitações e até um grande boneco que dizia: as entranhas da besta. Também estava presente a brigadas das avós pela paz, outros que se identificaram como pacifistas indignados, os que iam dançando pelas ruas e os cartazes onde se lia: eu sou Spartacus, ajudem a despertar todos os demais.

Também havia integrantes dos Ocupa de Vermont, da Virgínia, de Oakland, Los Angeles, Houston e outros lugares. Com eles chegaram mensagens de Feliz Aniversário, vindas de várias partes do país. Ao mesmo tempo, várias pessoas lembraram que essa luta se inspira e faz parte de outras mobilizações na Europa, no mundo árave, Chile, México e Canadá. A Fundação Don Sergio Méndez Arceo (do México) enviou uma saudação aos Ocupa por ocasião de seu primeiro aniversário.”
Artigo Completo, ::AQUI::
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Revista- WMB

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