A verdade argentina


Rodolpho Motta Lima, Direto da Redação

“Algumas pessoas se incomodam muito com os repetidos textos que – aqui no DR   ou em qualquer outro veículo – procuram defender a necessidade de que sejam  apurados, sem omissóes, todos os crimes da ditadura que infelicitou este país durante duas décadas.  Nesse grupo de incomodados, muitos reagem por ingenuidade ou desconhecimento, outros por ideologia que contempla admiração pelos métodos fascistas, sem esquecer os que se autodefendem das acusacões para livrar suas mais que prováveis responsabilidades e os que agem, enfim,  por oportunismo ou má-fé.

Quanto aos admiradores ou executores do regime discricionário, nada a declarar sobre a sua posicão e nenhuma chance de que modifiquem seus posicionamentos enraizados ao longo de uma vida. Reagirão permanentemente a qualquer  tentativa de esclarecimento dos fatos e de identificacão dos culpados pelos violentos atos de indignidade praticados pela ditadura, aí incluídos   os assassinatos, as torturas, o desaparecimento de pessoas. Estáo convencidos que há uma identificação absoluta entre as ações repressivas dos governos militares e as reações – declaradas ou clandestinas – dos que não aceitaram a supressão das liberdades. Acham que uma lei de anistia votada sob a pressão de um outro contexto resolveu tudo e condenou ao sepultamento qualquer apuração de responsabilidades, qualquer julgamento de culpas.

Não é, seguramente, para esses que estão dirigidas as declarações e as campanhas dos que querem a apuração integral dos fatos desse infausto passado nacional. Somos um país jovem, um país de jovens. Há uma geração inteira que, majoritariamente, apenas “ouviu falar” da ditadura, incapaz de sequer imaginar como viver em um espaço onde a liberdade é condicionada e vigiada, onde as palavras sáo impedidas ou censuradas, onde o pensamento pode levar à tortura ou a morte. Para essa juventude é que devemos, sim, manter acesa a chama da apuração de tudo: eles têm que conhecer, e com detalhes, os crimes da ditadura. Têm que saber da ‘’Operaçao Condor”, em uma América do Sul onde, não por acaso, uma rede de ditaduras se estabeleceu. Eles têm que se informar sobre as ingerências da CIA na soberania dos países  da América do Sul, têm que saber por que a palavra ‘’imperialismo’’ é tão execrada pelo pensamento democrático.”
Artigo Completo, ::AQUI::
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