Quase 40 anos após independência, Moçambique ainda enfrenta pobreza e falta de liberdade


“Governo é dominado pelo mesmo partido há 37 anos e chegada de grandes projetos aumenta contradições no país

Opera Mundi

Trinta e sete anos depois de sua declaração de independência, os moçambicanos ainda buscam o direito de ser verdadeiramente livres e exercer aquela que é uma das principais liberdades, a de expressão. Hoje, a nação que se livrou da colonização de Portugal e logo após passou por uma longa guerra civil ainda luta por seus direitos.

Nesta data, o partido que tem dominado a política local nas ultimas três décadas, a Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), coloca faixa nas ruas com frases como “Mocambique livre da pobreza”. Porém, nas ruas a mensagem que circulou dentro do transporte público e nas mãos de trabalhadores foi sobre a forma com o presidente do país, Armando Guebuza, trata as riquezas da nação.

A carta diz: “Guebuza está dentro de quase todos os negócios multimilionários dos “mega-projects”, tocados pelo setor privado de Moçambique. Um exemplo é o envolvimento de Guebuza na construção da Barragem hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB) financiada pelos portugueses por 950 milhões de dólares. Deste montante, 700 milhões de dólares foram pagos por bancos privados, dos quais Guebuza recebeu uma comissão estimada entre 35 e 50 milhões de dólares”.

Segundo fontes locais, a carta foi proibida de ser divulgada nos meios de comunicação.  A falta de liberdade segue como um dos principais desafios em Moçambique, o que faz boa parte da população acreditar que falta muito para a independência.”
Foto: EFE
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