Crisis? What Crisis? - a Europa passa e eu NÃO acho graça


Raymundo Araujo Filho, Correio do Brasil

“Triste é ver ‘analistas políticos’ correndo atrás dos fatos, sem interpretá-los como eles são, mas sim a partir de seus interesses imediatos, para iludirem o Povo’.
Escaramuça, poeta e compositor popular itinerante

“Chega a ser enfadonha esta insistência em incentivar esperanças vãs em situações recorrentes em nossa história política (refiro-me à da humanidade como um todo, mas notadamente a nossa ocidental moderna), tão comum entre aqueles que analisam os fatos políticos a partir de suas próprias (vãs) esperanças ou interesses imediatos inconfessáveis, como afirmou o artista popular Escaramuça, citado na epígrafe deste artigo.

A esta altura do campeonato da luta de classes entre o mundo burguês e o mundo do trabalho, com larga vantagem para o primeiro, até acho ridículo o incessante incensar destas vitórias eleitorais de social-democratas, após período conservador da direita orgânica (tal e qual o revezamento entre Republicanos e Democratas nos EUA). São apenas "áreas de recuo" do capitalismo, para manter-se vivo, mas dando algumas migalhas para aplacar revoltas, nem sempre de origem popular, tal como restolhos sociais da classe média, defensora de seus interesses imediatos, como sempre foi, com exceções louváveis e minoritárias.

A classe média, em nome da defesa do status quo que a contempla positivamente (o tal Bem Estar Social, para ela), pode até capitanear algumas destas “revoltas”, como na Europa recentemente, sendo que na França o líder da "revolta" era o presidente da Juventude Social Democrata, portanto, de cunho capitalista - como sabemos, verdadeira inspiração do Partido Socialista Francês. Isso nos mostrando que este termo, Socialista, já foi totalmente corrompido, a meu ver pelo fato de que a maioria dos que se dizem socialistas (deixo claro que sequer admito apresentar-me como tal, tamanho o conservadorismo deste termo) persiste com a idéia de que irão navegar na “Igualdade”, ocupando (eles, é lógico) as instituições burguesas, vetor predominante do que chamamos Revolução Francesa – que, a meu ver, teve na Comuna de Paris e seu grito libertário e autonomista o único vetor verdadeiramente revolucionário (sem aspas) daquele evento histórico.

 Assim, temos na França novamente um social-democrata, ainda mais conservador do que o Jospin, derrotado pelo Sarkozy, que efetuou dois mandatos (aliás, incensado pelo “popular” Lula, em atitude ignóbil, anti-proletária e anti-povo, quando presidente do Brasil, em função de um nebuloso “acerto” na compra de caças franceses, afinal não configurado).”
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