A última chance do Irã e também do Ocidente


Luiz Eça, Olhar o mundo / Correio da Cidadania

“A divulgação pelo New York Times sobre o que o Ocidente pretendia do Irã na reunião sobre o acordo nuclear em Istambul provocou pessimismo.

Pelas exigências que seriam feitas parecia que seu objetivo seria provocar uma rejeição frontal dos iranianos. O que poderia levar à adoção de sanções ainda mais destruidoras contra os persas, ou mesmo ao bombardeio das suas instalações nucleares.

Para surpresa geral, o governo iraniano, que vinha falando grosso, mostrou-se conciliador. Concordou com o abandono, embora não imediato, do enriquecimento de urânio a 20% e apresentou uma alternativa satisfatória ao envio solicitado do estoque de urânio enriquecido para fora do país.

Isso foi inesperado, pois o Irã tem pleno direito a enriquecer urânio, conforme o Tratado de Não-Proliferação das Armas Atômicas.

O chefe do setor nuclear iraniano, Fereidoun Abbasi, declarou que o Irã poderia parar de enriquecer urânio a 20% assim que completasse a quantidade suficiente para seu reator de pesquisas.

“O trabalho está sendo feito de acordo com nossas necessidades”, afirmou. “Assim que as necessidades forem atendidas, nós reduziremos o enriquecimento e é mesmo possível que haja uma completa reversão a 3,5%”.

Lembraria que, no seu último relatório, que teve um viés anti-Irã, a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) afirmava que tinha pleno controle de todo urânio enriquecido a 20%. E que nenhuma quantidade dele fora desviado para finalidades suspeitas.

Não há por que esse controle não continuar sendo feito até completar-se o volume de urânio enriquecido necessário ao reator de pesquisas.

Uma outra exigência do Ocidente lembra muito exigência análoga feita antes da última guerra mundial. Quando Hitler ameaçava invadir a Tchecoslováquia, o governo do país, preocupado, tratou de fortificar as fronteiras dos Sudetos com a Alemanha, com tropas, barreiras e peças de artilharia.”
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1 Comentários:

dan scarfo disse...

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