Justiça chilena abre testamento para investigar origem de fortuna de Pinochet


Patrimônio do ex-ditador é estimado em mais de US$ 20 mi e está bloqueado desde 2006

Opera Mundi

Desde que o ditador Augusto Pinochet morreu em dezembro de 2006, seu patrimônio financeiro permaneceu bloqueado pela Justiça chinela. A partir desta quarta-feira (25/04), contudo, uma decisão judicial poderá finalmente encerrar os segredos que envolvem tanto o tamanho quanto as origens de sua fortuna, estimada em 2010 pela Corte Suprema em nada menos do que 21 milhões de dólares.

A pedido do CDE (Conselho de Defesa do Estado), a juíza Soledad Araneda, do terceiro Juizado Civil de Santiago, convocou uma audiência para a abertura do testamento de Pinochet. Fontes ouvidas pela agência AFP revelaram que, junto dela, estará apenas Eduardo Avello, tabelião que preservou os bens embargados, e outras duas testemunhas, Jorge Aguilera e Carmen Carmona, amigos dos familiares. Os cinco filhos do militar e Lucia Hiriart, sua viúva, não comparecerão à audiência. 

Em outubro de 2011, Lucía Pinochet, a filha mais velha do ditador, deu declarações ao jornal chileno La Segunda alegando que ela e seus irmãos não estavam “interessados em abrir algo que está embargado”, isso porque os herdeiros poderiam dizer “que um recebe mais do que o outro”. Nesta terça-feira (24/04), contudo, ela reformulou seus argumentos e passou a justificar a posição da família com base em uma suposta "perseguição política" contra a figura de seu pai.

"Já se viu que meu pai não tem mais nada do que lhe deram. Buscam dinheiro que não existe", defende Lucía. Questionada pela imprensa local sobre suas expectativas acerca da abertura do documento, respondeu que não possuía “nenhuma” e que iria aguardar o procedimento judicial antes de se manifestar.”
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